As artes passaram por mudanças ao longo dos tempos, mas assim como o nosso Deus, devemos preservar os valores do evangelho na nossa produção artística

Tendo nascido em um lar cristão, tive oportunidade de conviver com realidades diferentes no cenário da arte principalmente dentro de nossas igrejas. Instrumentos que eram considerados profanos foram adaptados às reuniões e estilos musicais, antes questionados, hoje fazem parte dos nossos repertórios. O que mudou?

O texto de Hebreu 13.8 afirma: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.” Com isso chego à conclusão que Deus não mudou, como diz o texto de Tiago 1.17, que declara: “Toda boa dádiva e todo o dom perfeito que vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” Portanto, o Senhor não varia, muda ou se transforma. Ele é o mesmo desde sempre e para sempre. Com toda certeza quem muda somos nós.

Se analisarmos a história da humanidade vamos perceber que essa mudança está presente em nossa vida. Ao respirar pela primeira vez já começamos a experimentar alterações físicas e psíquicas, o que faz com que o homem se reinvente a cada ciclo de vida. Estilos musicais antigos, peças, vocabulários e até a ortografia são refeitos, fazem parte desta constante mudança em busca da adaptação ao tempo ou da retomada de épocas passadas.

Neste contexto, a Igreja do Senhor Jesus tem um papel fundamental, pois é responsável por manter acesa a chama do Evangelho e dos princípios ensinados pelo Filho de Deus, elevando o caráter de Cristo acima de qualquer mudança cultural ou social. Devemos acompanhar os novos tempos sem jamais deixar para trás os verdadeiros ensinamentos. Tradição é a transmissão de valores, práticas ou costumes de geração em geração, o conjunto de crenças de um povo, algo que é conservado e seguido com respeito pelas gerações seguintes. Deus criou a arte e o homem pode se expressar por meio dela, mas o artista cristão precisa lutar para manter os seus valores.

Há alguns anos ouvi que a tecnologia estava chegando para operar transformações em nossa sociedade, em nosso modo de trabalhar e nos relacionar, e hoje já estamos vivendo na era tecnológica ou como é chamada por aí “a tal da era digital”. Poucos trabalham sem acesso a internet, quase todos têm um aparelho de telefone celular e a maioria já tem uma página em um site de relacionamento na rede mundial de computadores. É comum, inclusive, teclar coisas corriqueiras do dia a dia em tempo real acelerando o processo de comunicação. Logicamente esse avanço tecnológico traz benefícios e uma grande responsabilidade. Usar a tecnologia e os meios de comunicação para alcançar vidas é algo positivo e precisa ser incentivado. A arte cristã chega em um tempo totalmente digital e a arte que Deus confiou a você irá sofrer o impacto desta era, afinal, arte e tecnologia é uma ótima mistura.

Muita coisa mudou desde que os primeiros missionários chegaram ao Brasil trazendo vida, mas a mensagem do evangelho continua a mesma, independente se pregada na rua, na TV, pela internet ou pelo celular: Só Jesus salva!

Extraído do site Lagoinha.com (http://www.lagoinha.com/ibl-colunista/a-essencia-da-musica-crista/)