“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3.13-14)

Lendo esse texto, entendo que para Paulo, “prosseguir para o alvo” era um de seus maiores lemas, uma questão de sobrevivência. O passado era uma espécie de trampolim, uma oportunidade de amadurecimento e de um mergulho mais profundo no conhecimento e dependência de Deus.

Paulo parece não se fiar nem mesmo nas “boas experiências” que havia tido com Deus no passado. Prosseguir era necessário. Ele diz no verso 12 que prossegue para conquistar aquilo para o que também foi conquistado por Jesus. Ou seja, Jesus nos conquistou para que cresçamos no conhecimento e na semelhança dele. Portanto, ele é o nosso propósito de vida.

Se depositarmos este propósito sobre outras coisas desta vida, certamente nos frustraremos. Se depositarmos nosso propósito e expectativas sobre pessoas, colocaremos sobre elas um peso que serão incapazes de suportar e também nos frustraremos. Que o passado não nos prenda e nem nos defina. Que Jesus seja nosso propósito e identidade. Pois ele faz tudo novo todos os dias.

Que o Espírito Santo nos ensine!

Nívea Soares.

Extraído do site Lagoinha.com (http://www.lagoinha.com/ibl-colunista/prossiga/)

 

As artes passaram por mudanças ao longo dos tempos, mas assim como o nosso Deus, devemos preservar os valores do evangelho na nossa produção artística

Tendo nascido em um lar cristão, tive oportunidade de conviver com realidades diferentes no cenário da arte principalmente dentro de nossas igrejas. Instrumentos que eram considerados profanos foram adaptados às reuniões e estilos musicais, antes questionados, hoje fazem parte dos nossos repertórios. O que mudou?

O texto de Hebreu 13.8 afirma: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.” Com isso chego à conclusão que Deus não mudou, como diz o texto de Tiago 1.17, que declara: “Toda boa dádiva e todo o dom perfeito que vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” Portanto, o Senhor não varia, muda ou se transforma. Ele é o mesmo desde sempre e para sempre. Com toda certeza quem muda somos nós.

Se analisarmos a história da humanidade vamos perceber que essa mudança está presente em nossa vida. Ao respirar pela primeira vez já começamos a experimentar alterações físicas e psíquicas, o que faz com que o homem se reinvente a cada ciclo de vida. Estilos musicais antigos, peças, vocabulários e até a ortografia são refeitos, fazem parte desta constante mudança em busca da adaptação ao tempo ou da retomada de épocas passadas.

Neste contexto, a Igreja do Senhor Jesus tem um papel fundamental, pois é responsável por manter acesa a chama do Evangelho e dos princípios ensinados pelo Filho de Deus, elevando o caráter de Cristo acima de qualquer mudança cultural ou social. Devemos acompanhar os novos tempos sem jamais deixar para trás os verdadeiros ensinamentos. Tradição é a transmissão de valores, práticas ou costumes de geração em geração, o conjunto de crenças de um povo, algo que é conservado e seguido com respeito pelas gerações seguintes. Deus criou a arte e o homem pode se expressar por meio dela, mas o artista cristão precisa lutar para manter os seus valores.

Há alguns anos ouvi que a tecnologia estava chegando para operar transformações em nossa sociedade, em nosso modo de trabalhar e nos relacionar, e hoje já estamos vivendo na era tecnológica ou como é chamada por aí “a tal da era digital”. Poucos trabalham sem acesso a internet, quase todos têm um aparelho de telefone celular e a maioria já tem uma página em um site de relacionamento na rede mundial de computadores. É comum, inclusive, teclar coisas corriqueiras do dia a dia em tempo real acelerando o processo de comunicação. Logicamente esse avanço tecnológico traz benefícios e uma grande responsabilidade. Usar a tecnologia e os meios de comunicação para alcançar vidas é algo positivo e precisa ser incentivado. A arte cristã chega em um tempo totalmente digital e a arte que Deus confiou a você irá sofrer o impacto desta era, afinal, arte e tecnologia é uma ótima mistura.

Muita coisa mudou desde que os primeiros missionários chegaram ao Brasil trazendo vida, mas a mensagem do evangelho continua a mesma, independente se pregada na rua, na TV, pela internet ou pelo celular: Só Jesus salva!

Extraído do site Lagoinha.com (http://www.lagoinha.com/ibl-colunista/a-essencia-da-musica-crista/)

 

Tornou-se comum a frase: “como não podemos mudar o nosso passado, devemos escrever o nosso presente”. Será que essa frase está correta? Viver é também guardar lembranças, umas doces e outras amargas. Umas nos inspiram e outras nos deprimem. Algumas nos fazem voar e outras nos levam a esconderijos.

Nossas atitudes diante do passado compõem as canções de nossas vidas. Alguns podem passar a vida toda dando voltas em torno do nosso passado, como se não houvesse futuro. Andar em círculos em torno do passado é nos afundar nos sulcos que o peso do nosso corpo vai formando, a ponto até de nos sufocar.

Há situações do passado que precisam ser mudadas. Há passados que precisamos reescrever, porque são falsos. Foram construídos para nós, para que acreditássemos na versão, ou construídos por nós, para que parecessem o que não foram. Neste processo, muitas infâncias dolorosas foram descritas como maravilhosas.

Pode ser que a sensação nos ajude, mas pode ser também que os fatos reais sejam o fio que nos conduziu pelo resto da jornada até agora. Neste caso, precisamos mudar o passado, reescrevendo-o como foi, não como o compuseram para nós ou nós mesmos o imaginamos.

Há passados que precisamos mudar, porque continuam presentes. Não escreveremos o nosso presente se não mudarmos o passado. O filho violento de um pai violento precisa saber que é violento porque seu pai o foi. Uma filha depressiva de uma mãe depressiva precisa entender que ela continua a história da sua mãe.

Mudamos o passado ruim quando escrevemos a nossa própria história. Mudamos o passado ruim quando rejeitamos o figurino que esse passado tenta nos impor. Mudamos o passado ruim quando recusamos os papéis de vítimas e nos dispomos com coragem a assumir que, apesar de nossas fraquezas e de nossas heranças, temos um lindo presente para viver. Não por acaso a Bíblia diz que Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos (Mateus 22.32). Ele é o nosso Deus hoje.

:: Fonte: Pr. Israel Belo de Azevedo